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Archive for the ‘Popocorn – O cinema aqui’ Category

Poster maneiro, né não?

Povinho sofrido esses “mutantes” aí. Por causa de uma mutação em sua cadeia genética, alguns seres humanos nasciam diferentes. Asas nas costas, telecinese, fator de cura acelerado, total manipulação da força da Mãe Natureza, enfim, gente como a gente com um algo a mais. Claro que os que mais sofriam eram os que, de alguma forma, tinham algum tipo de deformidade aparente: manchas no corpo, tom de pele azualada, orelhas pontiagudas, caudas e até pêlos, muitos deles.

Se não bastasse tudo isso, a Fox, detentora dos direitos da franquia desses super heróis da Marvel, entregava filmes vergonhosos, pobres de conteúdo e sem uma mínima chance de competição contra um Homem de Ferro da vida. X-Men 3 e X-Men Origens: Wolverine que o digam. Ambos chegaram e foram sem ao menos uma crítica mais condecendente. Não serviam nem para a Sessão da Tarde.

Eis que então as primeiras informações sobre o novo filme dos X-Men vinham à tona. Um filme que se passava em plena Guerra Fria, com Charles Xavier e Erik Lensherr em seus vinte e poucos anos (sem nenhuma referência com a série da MTV), com uma nova origem, agora de um grupo inteiro. Esse é X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class).

Difícil não ficar com um pé atrás. Um filme sem Wolverine, Ciclope, Tempestade e nenhum mutante realmente conhecido da franquia. No lugar, o garotão Charles, xavequeiro e despreocupado com seus “problemas” começa a se dar conta que esse lance de “ler mentes” ia além de um simples truque para agradar as universitárias carentes. Do outro lado, em um campo de concentração qualquer, temos Erik, jovem que aos poucos vai apresentando os primeiros sinais dos seus poderes, sempre iniciados após uma crise nervosa. Sem esperanças, a criança se perdia em experiências nazistas e na solidão.

Dirigido por Matthew Vaughn (o mesmo pilantra responsável por Kick-Ass: Quebrando Tudo) e com Bryan Singer na produção (o mané foi responsável pelos dois primeiros filmes da série), X-Men: Primeira Classe resgata o amor dos fãs pelos mutantes e reenergiza a galera para a concorrência, que não tá mole – Homem de Ferro, Thor e Capitão América que o digam.

Emma Frost... sem comentários

Fazia tempo que os fãs, xiitas ou não, deixavam o cinema com um sorriso no rosto (no caso, em decorrência de termos ido à uma cabine fechada, os jornalistas). Por mais descrentes que as pessoas possam estar em relação à James Mcvoy, o rapaz que fazia as balas realizarem curvas e ‘dava uns catos’ na Angelina Jolie em ‘O Procurado’, deixem o rapaz em paz. Seu Professor X é diferente, despreocupado e cheio de vontade para experimentar. Michael Fassbender idem, mostra um Magneto que você até torce para que ele consiga seus objetivos. É claro que algumas referências não podiam passar batidas, e você pode procurá-las em todos os diálogos que os personagens tem no filme.

Do lado dos menos bonzinhos, Emma Frost (January Jones) e Sebastian Shaw (Kevin Bacon) fazem o casal 20. A mutante mais sexy (segundo release) do universo Marvel e o pimpão mais maroto que os X-Men já enfrentaram, juntos e com muito amor no ar. Shaw quer desencadear a Terceira Guerra Mundial, colocando Estados Unidos e União Soviética fora do banho-maria da Guerra Fria. Até Cuba é jogada na bagunça.

O engomadinho dos tufões, Maré Selvagem, e a ex-striper com asas de inseto Angel Salvadore são tão fracos que apenas ajudam a aumentar o interesse em Azazel, um cara vermelho esquisitão com poderes de teleporte, e a Rainha Branca. Aliás, verdade seja dita: Emma Frost, com aquele jeitinho delicado e ao mesmo tempo travesso, já garante boa parte da audiência.

Do lado da escola para jovens superdotados, estão Raven (Rose Byrne), que posteriormente viria a ser conhecida como Mística, Moira MacTaggert, agente do FBI, Fera (Nicholas Hoult), Destrutor (Lucas Till), com pouca participação, infelizmente, Darwin (Edi Gathegi) e Banshee (Caleb Landry Jones), a perfeita descrição de um garoto que curte ser mutante e ter poderes especiais.

X-Men: Primeira Classe tem  boas cenas de ação, mas consegue se sustentar muito bem com diálogos e sequências divertidas com o grupo todo reunido e se conhecendo (de ambos os lados). Dessa vez, a Fox acertou a mão e entregou um material de qualidade. Esperamos que continuem assim, já que a primeira classe deve ganhar novos alunos em breve, num futuro não tão distante.

Texto originalmente publicado no CinePlay maneiro

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Puta merda, we’re back! Falo no plural, mas faço sozinho essa porra! E com um filminho que tem estreia marcada para amanhã: Se Beber, Não Case! Parte 2.

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Terrinha bonita, parece o Horto...

Uma história tão comum, não tem porque as pessoas chamarem Avatar de obra prima a não ser pela sua qualidade técnica, impressionante, de fato. De resto, é um apanhado de Coração Valente, Dança com Lobos e O Último Samurai. Porra se não é!
Lá vai o soldado realizar uma missão de campo, conhecer os nativos e espionar para os militares que, no caso, trabalham como mercenários para uma grande corporação que visa a exploração do mineral da terra. Aí soldado conhece os costumes, aprende a viver em harmonia com a natureza e começa a divagar se seus verdadeiros objetivos são nobres o suficiente. Aí, para piorar, o soldado, inválido em sua sociedade, é condecorado como um guerreiro pelos nativos e assume um papel importante naquela sociedade, pacífica, porém com grandes guerreiros para protegê-la.
Não é querendo difamar o fime, afinal a fórmula rendeu bons sucessos no cinema. Só que afirmar originalidade ali é um passo além da perna de qualquer crítico. Carisma? Todos os Na’Vi possuem, fato. Valentão que não aceita o “gaijin”? Check. Garota por quem o herói se apaixona? Check. Comandante inescrupuloso que não mede esforços para atingir seus objetivos? Check. Lenda de um cara foda que vira realidade nas mãos do estrangeiro? Check. Tá lá, tudinho. Os roteiristas leram o manual direitinho e James Cameron aprovou.
Uma coisa que eu preciso falar, é que eu nunca tinha ido à uma sessão em IMAX 3D. Cara, é fantástico. É tipo estar dentro do filme. É muito legal. Sabe o que faltou? O calor das cinzas caindo no meu colo, ou a baba dos urros grotescos dos bichos que apareciam e gostavam de mostrar os dentes para a platéia. E nada de óculos vermelho e azul, cenas picaretas de objetos vindo em nossa direção, montanhas russas e afins. Cara, o cinema 3D me surpreendeu de um modo inesperado. O sorriso ficava lá, na minha cara, não queria sair de jeito nenhum. As cabines dos veículos, as telas holográficas dos computadores, as conversas entre os personagens, a água, a terra, tudo parecia estar ali na frente, a um esticar de braços, na ponta dos dedos. Tô impressionado até agora. Todas as salas 3D funcionam como o IMAX? Ou aquela sensação de estar lá mesmo só era possível por causa da tela enorme (que vai do chão ao teto) e pela minha distância (fileira F, a melhor para se estar), que deixava minha visão periférica à mercê da magia da sala, impedindo uma panorâmica maior da situação *ver o cinema todo*, retirando por completo essa sensação?
E os trailers? Aquele Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton (eca), em 3D, sem dúvida eu quero ver. E o Como Treinar seu Dragão? Hahaha, tá na lista também. Não sei se o salário vai dar conta de tanta sessã em IMAX, mas vamo que vamo.
Foi uma experiência fantástica e que deveria fazer as salas de cinema convencional se perguntarem “Tá, eu quero um, quanto custa?”, porque veja bem, não dá pra uma cidade do tamanho de São Paulo, cheia de nerds e aficcionados por cinema, brigarem à tapas (virtuais) por um ingresso de 30 reais para uma sessão três dias adiante do dia da compra.
Enfim, Avatar foi ducaralho, mas grande parte do tesão é derivado da tecnologia em que ele foi concebido. Eu ainda prefiro os Tatankas dos Sioux. Eram eles, né?
PS.: Por que as pessoas ficam na fila em cinema com cadeira numerada?
Sou um caipira total de cinema 3D.

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O filme nem tinha entrado em cartaz ainda e já era mal falado por quase todos os críticos de cinema. Sem ignorá-los – porque isso seria uma hipocrisia da minha parte – não vejo razão para rejeitar um filme por causa de seu alto teor de explosões.

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Mais uma nova seção, Popcorn, sua blogada semanal de novidades no cinema.

O que teve de bom esse mês? E o que vai ter de bom o mês que vem? Depois do clique.

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