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Posts Tagged ‘Avatar’

Terrinha bonita, parece o Horto...

Uma história tão comum, não tem porque as pessoas chamarem Avatar de obra prima a não ser pela sua qualidade técnica, impressionante, de fato. De resto, é um apanhado de Coração Valente, Dança com Lobos e O Último Samurai. Porra se não é!
Lá vai o soldado realizar uma missão de campo, conhecer os nativos e espionar para os militares que, no caso, trabalham como mercenários para uma grande corporação que visa a exploração do mineral da terra. Aí soldado conhece os costumes, aprende a viver em harmonia com a natureza e começa a divagar se seus verdadeiros objetivos são nobres o suficiente. Aí, para piorar, o soldado, inválido em sua sociedade, é condecorado como um guerreiro pelos nativos e assume um papel importante naquela sociedade, pacífica, porém com grandes guerreiros para protegê-la.
Não é querendo difamar o fime, afinal a fórmula rendeu bons sucessos no cinema. Só que afirmar originalidade ali é um passo além da perna de qualquer crítico. Carisma? Todos os Na’Vi possuem, fato. Valentão que não aceita o “gaijin”? Check. Garota por quem o herói se apaixona? Check. Comandante inescrupuloso que não mede esforços para atingir seus objetivos? Check. Lenda de um cara foda que vira realidade nas mãos do estrangeiro? Check. Tá lá, tudinho. Os roteiristas leram o manual direitinho e James Cameron aprovou.
Uma coisa que eu preciso falar, é que eu nunca tinha ido à uma sessão em IMAX 3D. Cara, é fantástico. É tipo estar dentro do filme. É muito legal. Sabe o que faltou? O calor das cinzas caindo no meu colo, ou a baba dos urros grotescos dos bichos que apareciam e gostavam de mostrar os dentes para a platéia. E nada de óculos vermelho e azul, cenas picaretas de objetos vindo em nossa direção, montanhas russas e afins. Cara, o cinema 3D me surpreendeu de um modo inesperado. O sorriso ficava lá, na minha cara, não queria sair de jeito nenhum. As cabines dos veículos, as telas holográficas dos computadores, as conversas entre os personagens, a água, a terra, tudo parecia estar ali na frente, a um esticar de braços, na ponta dos dedos. Tô impressionado até agora. Todas as salas 3D funcionam como o IMAX? Ou aquela sensação de estar lá mesmo só era possível por causa da tela enorme (que vai do chão ao teto) e pela minha distância (fileira F, a melhor para se estar), que deixava minha visão periférica à mercê da magia da sala, impedindo uma panorâmica maior da situação *ver o cinema todo*, retirando por completo essa sensação?
E os trailers? Aquele Alice no País das Maravilhas, do Tim Burton (eca), em 3D, sem dúvida eu quero ver. E o Como Treinar seu Dragão? Hahaha, tá na lista também. Não sei se o salário vai dar conta de tanta sessã em IMAX, mas vamo que vamo.
Foi uma experiência fantástica e que deveria fazer as salas de cinema convencional se perguntarem “Tá, eu quero um, quanto custa?”, porque veja bem, não dá pra uma cidade do tamanho de São Paulo, cheia de nerds e aficcionados por cinema, brigarem à tapas (virtuais) por um ingresso de 30 reais para uma sessão três dias adiante do dia da compra.
Enfim, Avatar foi ducaralho, mas grande parte do tesão é derivado da tecnologia em que ele foi concebido. Eu ainda prefiro os Tatankas dos Sioux. Eram eles, né?
PS.: Por que as pessoas ficam na fila em cinema com cadeira numerada?
Sou um caipira total de cinema 3D.

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